Esse é um texto que escrevi há alguns anos e reencontrei hoje. Não tenho nem idéia do que me passava pela cabeça na época, mas achei legal...

E ela então sentiu medo... Medo de quê? Medo do desconhecido tão somente, medo de que não pudesse realizar seus sonhos. Mas o que seriam sonhos? Coisas que nos acostumamos a desejar e que sabemos que muito dificilmente ou nunca poderemos alcançar... Sonhamos porque o mundo quer que sonhemos, não seria bem mais fácil vivermos cada dia a buscar uma meta por mais difícil que fosse e que essa procura, apenas essa luta, nos tornasse verdadeiramente felizes? Ah! A felicidade... Essa sim parece ser uma verdadeira meta inatingível, primeiro porque acreditamos que nossa felicidade depende de algo que está fora de nós e que não podemos ter controle, apenas para não nos culparmos se algo der errado. A felicidade deve ser um estado de espírito constante e não um lugar onde nunca vamos chegar.
A partir de hoje, ela decidiu iria viver cada dia como se fosse o último de sua vida, iria procurar colocar algum entusiasmo em suas obrigações rotineiras porque estava cansada. Cansada de esperar por algo (ou em muitos casos, por alguém) que não chegava nunca e que tornava a sua vida ainda mais difícil de ser vivida...

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BRASIL, Nordeste, CARUARU, Mulher, de 20 a 25 anos